domingo, 18 de novembro de 2012

MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


FALANDO DE MÚSICA

“Freqüentemente a música é considerada mera distração, quando na realidade, ela é a expressão mais íntima de todos nós. As atividades artísticas constituem formas do indivíduo evidenciar suas emoções e exercer seu pensamento. A música acaba se destacando como uma dessas artes, estimulando o impulso vital, a inteligência, a vontade, a imaginação criadora, a sensibilidade e o amor, que são as mais importantes atividades psíquicas de todos os seres humanos, ou seja, a maior particularidade da música é unir, harmoniosamente, o conhecimento, a percepção e a ação.
Para aprender música não é necessário ter um talento especial. Isso pertence a todos. E um dos principais deveres da escola é o de assegurar a igualdade de oportunidade para que todo aluno tenha acesso à música e ser educado musicalmente, não importando o ambiente sociocultural de origem.
A música é um dos maiores estímulos para a ativação dos circuitos do cérebro; o objetivo da música na escola é musicalizar, ou seja, tornar o aluno receptível e sensível ao fenômeno sonoro. Desenvolver a criatividade do aluno utilizando elementos simples do cotidiano, desmistifica a idéia de que trabalhos criativos precisam de grandes elementos para a sua confecção; e isto também se aplica à música!
Apesar de haver grandes dificuldades para se trabalhar o tema “música”, principalmente nas escolas públicas, o maior alvo do professor deveria ser o de fazer com que o aluno construa uma forma de pensamento crítico. Torna-se necessário criar e/ou descobrir meios disponíveis de emergência, para não se deixar levar pelas dificuldades e falta de recursos, levando-nos a uma atitude apática de não fazer nada, além de usar a própria dificuldade como desculpa.”
(Trecho de artigo de Riane da Costa Gomes, professora de educação musical da Rede Municipal de Ensino.)

MÚSICA e EDUCAÇÃO INFANTIL



É necessário que a professora dê à criança a oportunidade de “viver” a música, apreciando, cantando, criando, movimentando o corpo. A música, associada à expressão corporal, pode ajudar o aluno a descobrir o seu próprio ritmo, ordenar a motricidade excessiva e harmonizar movimentos. Todo ser humano possui um ritmo vital, que pode ser descoberto ou educado ritmicamente através de atividades ligadas a musicalização.


A MÚSICA “DA HORA”



A música pode ser utilizada como elemento sensibilizador e marcador cronológico, auxiliando o aluno na construção e organização dos conceitos de tempo e espaço. Por isso, é importante o uso de canções que servem para marcar o início, final ou execução de determinadas tarefas, como hora da história, merenda, higiene etc. Nessas horas, principalmente nos ambientes externos, a música faz com que o aluno se sinta “parte daquele grupo”, auxiliando a professora com a disciplina e formação de hábitos.
A utilização da música como forma de marcar os tempos de transição é uma das práticas comuns nas escolas de educação infantil: “Para marcar a transição entre o tempo de trabalho e o tempo de organização, os educadores usam diversas estratégias com a finalidade de motivar e apoiar as crianças na transição de um momento da rotina para o seguinte: uma sineta, um pandeiro, uma música ” (in, ZABALZA, M. Qualidade em Educação Infantil)
Esta é uma das formas de se utilizar a música na educação infantil, mas restringir a música a estes momentos significa “tolher” o potencial criador dos alunos e tirar-lhes a oportunidade de conhecer a nossa vasta e rica cultura musical.

MÚSICA “ALÉM DA HORA”

É extremamente importante desenvolver atividades de educação musical em formas de jogos e brincadeiras, afinal, estamos falando de Educação Infantil!
A iniciação musical deve ser realizada em forma de brincadeiras, valorizando o lúdico e o prazer.
A utilização de cantigas e brincadeiras folclóricas ao longo do ano enriquece as atividades de iniciação musical. Com um folclore rico como o nosso torna-se um “desperdício” trocá-lo por canções puramente comerciais ou reproduções de músicas do folclore estrangeiro por artistas brasileiros (aqueles bem conhecidos do público infantil mas de qualidade musical duvidosa). Não devemos, com isso, excluir totalmente este tipo de música, pois elas fazem parte do universo musical e ambiente social do aluno, mas como EDUCADORES, temos o dever de oferecer educação de qualidade em todos os aspectos, além de contribuir para a formação de um olhar crítico à cultura massificada.
As sugestões de atividades estarão organizadas em fichas para melhor manuseio e auxiliar no planejamento.
As atividades de iniciação musical possuem como objetivos desenvolver e/ou ampliar:
 Senso rítmico;
 Linguagem oral e articulação;
 Expressão corporal;

 Memória auditiva e visual;
 Experiências com o corpo;

 Enriquecer o
 repertório musical;
 Atenção, concentração e controle;

 Livre expressão
 criadora;
 Hábitos e atitudes com relação ao uso de instrumentos
 musicais;
 Construção da orientação espaço-temporal;

 Coordenação
 motora;

TRABALHANDO COM INSTRUMENTOS

Antes do trabalho com os instrumentos é necessário ter explorado outras formas de iniciação musical como barulhos do corpo, pesquisa de sons, criação de sons com objetos diversos (papéis, blocos, folhas secas), observação dos barulhos na natureza e do ambiente etc
O uso dos instrumentos musicais deve ser feito gradativamente. Primeiro, é preciso fazer com que a criança os conheça. Em rodinha, apresente um determinado instrumento, deixe que cada criança pegue, aperte, sinta o cheiro, veja se é duro ou mole, se é de metal, de plástico etc. Comece com um instrumento por dia. Deixe que a criança perceba que som faz aquele instrumento, fale o nome.
É extremamente importante conversar com os alunos sobre os cuidados que devemos ter com os instrumentos: guardar cada coisa no seu lugar, e os cuidados de manuseio. A disciplina da professora para reforçar esses cuidados é fundamental e a utilização politicamente correta dos equipamentos é bem-vinda!

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